Clonagem de HD: 5 anos do Phanton


Clonar discos rígidos é uma solução cotidiana para as demandas dos responsáveis por infra-estrutura e suporte nas mais variadas organizações, e também uma tarefa (ou precaução) comum para desenvolvedores e até mesmo usuários avançados.

Trata-se de uma forma comum de realizar backups completos de computadores em produção (por exemplo, antes de testar uma reconfiguração crítica), e também de criar uma instalação básica que possa ser replicada em múltiplos computadores com configuração e funcionalidade semelhante, de forma mais simples e rápida do que instalar e configurar em cada um deles o sistema operacional, o conjunto de aplicativos e os dados que precisarão constar neles.

O funcionamento básico pode ser descrito como um processo de copiar todo o espaço ocupado no disco de um computador, gravando-o em uma mídia externa (CD, DVD, pen drive, disco remoto, …). Esta cópia, denominada imagem de disco, poderá depois ser usada para restaurar o mesmo computador ao estado em que estava no momento da clonagem, ou para reproduzir a mesma configuração (que siga o padrão da empresa, ou da universidade, etc.) em vários outros computadores.

 

Gênese de uma solução

Existem vários aplicativos especializados em clonagem de disco, e muitos deles são versões modificadas de distribuições de Linux, devido à facilidade de modificá-las para funcionar dando boot a partir de CDs ou DVDs, para que o aplicativo não dependa do sistema operacional já instalado no computador que será clonado (ou que receberá o clone), nem precise lidar com a complexidade de clonar um disco que está em uso pelo sistema operacional e assim pode ter seu conteúdo alterado durante a cópia.

Em sua origem, este também foi o caso do Phantom, sistema de clonagem de HDs iniciado pelo brasileiro Djames Suhanko em 2003. Na época a distribuição brasileira Kurumin era popular, e Suhanko trabalhava em uma empresa distribuidora de computadores que havia adotado o Kurumin como o sistema pré-instalado nos micros que vendia, o que demandava um certo nível de trabalho de configuração manual, seguindo um roteiro mas sujeito a falhas do operador que gerariam retrabalho, suporte e insatisfação do consumidor.

Foi aí que Suhanko colocou em prática um sistema simples de clonagem em rede, na época baseado no próprio Kurumin (e similar à funcionalidade típica de programas proprietários existentes na época), que permitia gerar e reproduzir via rede local o clone de uma instalação completa , multiplicando a produtividade e reduzindo a possibilidade de falha humana não detectada na operação.

Pouco depois, trabalhando em outra empresa, o mesmo Suhanko viu-se envolvido em um projeto que demandaria gerar centenas de clones de instalações de PCs. A empresa em questão usava a mais popular solução proprietária de clonagem na época que, além das questões de custo da ferramenta, adotava um processo trabalhoso, ainda baseada em disquetes (que precisavam corresponder ao hardware das máquinas – mudou a placa de rede, já era!), e demandando 2 operadores atuando em cada restauração de imagem: um junto à máquina sendo instalada, e o outro junto ao servidor.

 

Phantom: uma distribuição minimalista feita para clonagens

Foi aí que Suhanko transformou sua ideia em uma solução: montou um CD com o Linux, suporte simultâneo a todos os hardwares (incluindo a variedade de placas de rede…) em uso na empresa, e configurou lá um servidor (também com Linux) que pudesse funcionar desassistido, permitindo assim que cada operação demandasse apenas um técnico, e que múltiplas operações (de upload ou download de imagem) pudessem acontecer na empresa simultaneamente.

Nascia assim o Phantom, que em 2006 foi divulgado ao público e começou a agregar usuários e colaboradores.

Uma das primeiras contribuições recebidas da comunidade envolveu resolver o maior problema de eficiência do Phantom: o fato de ser baseado no Kurumin, uma distribuição de uso geral que incluía muitos componentes desnecessários, o que fazia com que sua própria imagem de instalação fosse excessivamente grande, o seu boot demorasse bem mais que o necessário, etc.

Pelas mãos do colaborador Marcelo Barros Almeida, especialista em dispositivos embarcados com Linux e hoje integrante da equipe, o Phantom deixou de ter 280MB e passou a ter meros 15MB, preservando toda a sua funcionalidade – e a partir daí deixando de ser uma distribuição diretamente derivada do Kurumin.

Os anos passaram, o Phanton ganhou sua própria interface gráfica (hoje baseada no Qt Embedded), foi mencionado em artigos internacionais e atraiu colaboradores que o internacionalizaram e traduziram para espanhol e inglês, e hoje completa 5 anos de intensa (e discreta, como convém) atividade.

Para aqueles que têm interesse em experimentar o Phanton, sugiro iniciar pela documentação oficial que, além de apresentar e descrever o uso comum do sistema (por meio de CDs ou DVDs de boot), também explica como ir além e instalar o Phantom em um pen drive, ou mesmo via boot remoto em rede, além de exemplificar como configurar um servidor de rede para armazenar as imagens de disco.

Fonte: www.ibm.com

 

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

, , , , , , ,